sábado, 7 de maio de 2005

Renovar é a Lei da Vida

NOVOS RUMOS
PARA O NOSSO MUNDO


4ª Parte
Renovar  é a lei da vida

           
IX
MUDANÇA E RECONCILIAÇÃO


1
Renovação do que está Superado

1. A mutação é a lei da vida, na sucessão dos tempos.
Certas linhas ideológicas e dogmáticas de um passado recente, começam a ir para o cesto de descarte. Alguns ainda tentam preservá-los, embalsamados, porque tais princípios lhes trazem algumas vantagens, embora venham poluindo e embaçando o ar que todos respiram. Apesar dos esforços de alguns, muitas idéias superadas vão sendo soterradas por nova realidade.
            Ninguém consegue embargar o ciclo do sol. Quem o tentasse seria desastrado. O ritmo de tentativa, acerto/erro, e novo começo, cria a dinâmica da história. A vida é assim. Às vezes, no que foi soterrado está a chave do novo rejuvenescer. Não podemos jogar fora  a roupa com a água em que foi lavada.

 2. A pessoa precisa adquirir a competência da auto-avaliação, detectando seus valores e carências, e desenvolver motivação e energia para progredir sempre.
            Estamos num mundo onde vai se impondo o Espírito Reconciliador Dinâmico e de tolerância, o espírito que assume a diferença, em todos os níveis e em todos os setores das sociedades, respeitando aqueles que são e pensam diferente, desde que não sejam predadores mas construtores de uma sociedade mais solidária.
            Por outro lado, os que cometem atos anti-sociais precisam sofrer as consequentes penalidades. Lembrêmo-nos que a impunidade é a mãe de todos os vícios. Acredito que todos sabem que os corruptos e os corruptores e achacadores existem, e que são um mal social.
A grande lição do mundo que nos rodeia: como o dia,  assim vão mudando sempre as estações do ano. A Primavera, como o Inverno, sempre retornam, em novas condições.

2
Mudar o que deve ser mudado

1. Os grandes pensamentos e ações da história sempre encontram opositores. Quando se luta pelo bem comum, sempre alguns se sentem incomodados. Quem está do lado do bem tem opção de se acovardar ou enfrentar as dificuldades que sabe que virão.
 Diz Vieira que “é melhor ter inimigos do que não os ter”.
 Nas grandes viagens, por alto mar, o barco encontra altas ondas que virão ameaçá-lo. A oposição, se lhe resistirmos, nos deixa mais fortes...
O ciclo natural do dia sempre tem diversas fases complementares: à noite sempre sucede outro dia, ou é a noite que sucede ao dia?
 Por suas análises enviesadas, sem apreciação do outro lado, certas visões da história assumem contornos injustos e injuriosos.

2. A História deve ser vista, em suas diversas perspectivas e circunstâncias, e em suas múltiplas dimensões, e por todos os ângulos, sem sonegar informações.... Só assim ela é a mestra da vida. A História sem o outro lado, é falsa, por ser parcial, escamoteada.
Omitir as reais e múltiplas dimensões da história é falsear a verdade e enganar os incautos. Quem sonega um dos lados constitutivos de uma realidade é falsário e perde a credibilidade. Não tem lugar entre os construtores, mas entre os demolidores.
Em algumas associações, reza-se ainda hoje, uma bela oração de Espírito criador:
Senhor,
ajudai-nos a mudar
o que pode ou deve ser mudado
e a saber preservar
o que pode ou deve ser preservado.”
É a pessoa humana assumindo, consciente e dedicada, seu papel, na dinâmica história da criação.

3
Olhar para a Frente

1. A escola deve ensinar o educando a olhar para frente, e seguir o percurso da história, estamos dispostos a ajudar a melhorá-la sempre. Olhar para trás só pelo retrovisor.
Fazer piadinha ou deboche de personagens históricos em sala de aula é abuso de autoridade. A liberdade de cátedra exige responsabilidade funcional; não libera a injustiça.
 A nossa e as futuras gerações não podem ser reféns de eventuais ou presumíveis “erros” de gerações passadas, quando as leis eram outras e as circunstâncias também. Como incomodar ou acusar quem não estava lá e portanto, em nada interferiu?!

2. Atribuir a alguém presumíveis “erros” de seus antepassados é injúria fascista e farisaica e afronta à dignidade humana. É um grave erro de estratégia educacional, pois prejudica e deforma a mente dos educandos. Alguém deveria zelar por isto.

 Os grandes feitos da história, que têm o condão de iluminar e abrir novos caminhos, devemos registrá-los em granito, para que sejam lembrados. Os feitos degradantes da história devemos escrevê-los na areia da praia, para que o vento ou a próxima onda os apague para sempre.

4
Agir e Reagir, com Responsabilidade e Sem Culpa

Temos de agir e reagir sem culpa, pelo que não nos compete, para cumprir nossa missão e responder por nosso tempo, sem deixarmos ou cedermos a quem nos quer empurrar, para a imobilidade dos atoleiros artificiais.
O professor não deve se arrogar o papel de juiz da história, injuriando atores do passado, sem dominar as circunstâncias dos fatos. Assim fazendo está apenas manipulando opiniões baseadas em preconceitos...
Embora a maledicência atraia a atenção dos incautos, não é um recurso ético aceitável. É então um crime contra a honra do país.
 Não podemos, sem grave desvio de caráter e inaceitáveis injúrias, julgar ou tentar  condenar o passado pelas leis e modos de pensar do nosso tempo.
Cada tempo tem o seu cuidado. É tempo de estimular a harmonia construtiva e não de espalhar atitudes deletérias e deformadoras de caráter.

É notório que, muitos que condenam erros do passado, agem com o inacreditável farisaísmo.

5
Superando a Injustiça pela Reconciliação

1. Na nossa sociedade cometem-se atrocidades, condenando pessoas inocentes ao “desemprego”, à desonra, à miséria (os condenados e suas famílias), por crimes que não cometeram, às vezes por sentenças negociadas, de onde alguém tira torpes vantagens.
É preciso convencer-se de que a “Inquisição” não acabou, ela resiste com novas roupagens.
Em que muitas das atrocidades de nossa sociedade diferem, de fato, das atrocidades da Inquisição de um passado trágico?
 Em que diferem estas sentenças, da ação de grupos de assaltantes armados que roubam e injuriam e sentenciam à morte inocentes de todos os níveis sociais?

2. Que diríamos dos corruptos e corruptores, dos achacadores, dos perdulários e de todas as castas, de maus-caráter que infestam as sociedades, como os piratas do passado?
 É tempo de reconciliação e de exame de consciência. Rememorar misérias da sociedade ou curtir complexos de culpa, às vezes artificiais, não leva a soluções.

Enquanto nos perdermos, nos chamados “erros” do passado, perdemos ótimas oportunidades de construir um mundo melhor, para nós e para as futuras gerações.
 O Movimento PACTO HUMANISTA GLOBAL - GLOBIPACTO – a Macrópolis, é independente, em termos políticos e religiosos.
O Pacto leva a pessoa à Macrópolis: Grande Cidade Luz Universal que acolhe as pessoas que cooperam com a prosperidade solidária, para um mundo de pessoas com mais  e melhor educação, mais conscientes, com mais qualidade de vida e bem-estar. A Macrópolis está no interior das pessoas.
O apoiador tem liberdade de opção. A união básica está nos Princípios adotados. Estes estabelecem o rumo das ideias e das atitudes.

X 
RESGATANDO VALORES SEM FRONTEIRAS

1
Ver, Ouvir, Pensar, Falar e Agir

1. O Processo de reflexão e tomada de decisão segue cinco fases articuladas e sucessivas: ver, ouvir, pensar, falar, agir.
Então, é, preciso mudar de atitude e mudar de refrão.
É fácil criticar os outros sem se olhar no espelho. Todos têm de mudar algo, não só os outros.
Cada um comece a mudança, no próprio espaço, e todos teremos mudado.
Se cada um limpar a testeira de sua casa, toda a rua ficará limpa.
Somos todos responsáveis por um futuro melhor.
Se sabemos disto, porque não começamos nós mesmos a fazer a nossa parte?

            2. Jogar a culpa nos outros é fácil, assumir a própria responsabilidade... Não. Preferimos adiar.
 Ao criticar, com tanta liberalidade, desenvoltura e pseudo-revolta, os presumíveis erros dos outros, do passado e do presente, porque não olhar os erros certos que cometemos, embargando os rumos de uma sociedade melhor?!  Lembremos o que disse o filósofo: “Eu sou eu e as minhas circunstâncias”.
Nunca deixaremos de lado o passado que está em nós, nem as nossas circunstâncias.
Vamos olhar para frente para não corrermos o risco de dar trombadas e de  atropelar alguém. Mas não deixemos de usar o retrovisor.

2
O Mundo que queremos: Novo Pacto

1. É neste contexto de crise, e de superação de muitas barreiras e de muitos complexos, que consideramos a hora certa para elaborar um Pacto Social Humanista Global, por uma sociedade mais solidária e fraternal, que, com os pés firmes na terra, paire além das ideologias, das políticas, e das religiões. Que inspire todos os políticos de todos os níveis, todas as escolas e todos os sistemas de educação, saúde, nutrição e meio-ambiente. Que comprometa todas as pessoas de boa vontade, de todas as profissões e todos os trabalhadores.
 O Pacto convida para aderirem todas as pessoas de boa vontade, conscientes, qualquer que seja o nível social, o nível de sua formação intelectual ou o nível de sua situação econômica. A única condição é ser uma pessoa de boa vontade, comprovada na ação.
O GlobiPacto tem, como suporte teórico, a Filosofia Tetralógica que nos fornece elementos para nosso projeto de vida, numa visão integradora e de interatividade, em força centrípetas e centrífugas.

2. A adesão/apoio é livre e a nível de consciência cidadã. Manifestar-se adequadamente é um exercício de cidadania.
  De saída, nós sabemos o mundo que não queremos, mas ainda não estamos totalmente certos do mundo que queremos. Essas são definições que vão se delineando ao trabalhar. Temos os princípios a adotar. Eles são a nossa bússola.

3. Sabemos o rumo que queremos, temos a sinalização do caminho:
- Queremos um mundo de paz e de prosperidade; um mundo justo, solidário, livre e de pessoas responsáveis; um mundo de pessoas dignas, competentes e de caráter.
- Queremos um mundo de pessoas que pensem intensamente na sua prosperidade material e intelectual e também nos valores éticos e espirituais. Que leve à auto-realização da pessoa e à responsabilidade social.
- Queremos um mundo com saúde e bem-estar.
- Queremos um mundo que combata, sem transigências, a corrupção, a violência, a opressão e a sordidez, em todas as suas manifestações (físicas e morais), pensando e agindo no sentido inverso;
- Queremos um mundo que promova o respeito pela diversidade, pelas diferenças e que reduza as injustas desigualdades sociais.
 (Dê você mesmo sequência a este rol de resultados...)
3
Síntese Vital

Podemos sintetizar o Pacto em quatro tópicos:

            1) O núcleo do Pacto é o desenvolvimento da autoconsciência da pessoa humana, numa sociedade plural.
É o “Gnosce te ipsum” – (Conhece-te a ti mesmo) que prega Sócrates.
2) As quatro dimensões da Tetralogia Dinâmica: Psiquismo, RazãoAção e Interação; ou de outra forma: Sentir, Pensar, Agir, Interagir.
            3) Os quatro pilares do Pacto são:
         Verdade, Justiça,  Responsabilidade e Solidariedade.
            4) Os grandes objetivos são:
   O desenvolvimento sustentável e solidário.
   Educação responsável e de qualidade.
   A paz entre as pessoas e as nações.
           
            É um Pacto pela Vida, pisando em solo firme.
            5) Condição: serem pessoas de boa vontade e de caráter, que querem fazer a sua parte por um mundo melhor para todos.
As religiões, igrejas e outras formas de espiritualidade poderiam buscar o que os une, mais do que, o que os separa.
 Lembre-se: queremos viver melhor, num mundo sem fronteira.


4
Unindo Forças Dispersas

Sempre que houver ao menos cincoenta por cento (50%) de semelhanças vitais, as pessoas deveriam se unir para o bem da humanidade, naquilo que todos forem unânimes que é a melhor alternativa, o melhor caminho a seguir.
Precisamos saber o mundo que queremos construir, e o que, nele, é efetivamente contrário ao bem comum, para evitar, sem concessões... Devemos considerar as divergências bem fundamentadas e responsáveis, como manifestação de maturidade política das organizações.
            A firmeza de  convicções deve ser respeitada. Deve, no entanto, ser evitada a Dinâmica estéril do confronto que leva ao impasse e é contraproducente.
Na Macrópolis, evitam-se palavras como: discordo e assemelhadas, preferindo-se algo como: exponho outra idéia, com outro enfoque da questão.

XI
 PACTO DE MÚTUO APOIO

1
Envolvimento de todos: Solidariedade

1. Todos, nos pontos teoricamente semelhantes, trabalhariam, com afinco, pelo bem da humanidade, sem preocupações de proselitismos.
Em todas as pessoas de boa vontade há um denominador comum, na dimensão social.
Isto envolveria questões de assistência à saúde, à justiça, à alimentação e à educação e à vivência espiritual.

Com o desenvolvimento desta mentalidade de mútua cooperação, pessoas de diferentes formações e profissões poderiam compartilhar;
Poderiam promover, juntos, atividades sócio-culturais;
Poderiam organizar cursos e palestras...
Igrejas diferentes poderiam chegar a se servir dos mesmos templos, em horários específicos, como já é feito  em alguns países.
Poderia criar um grupo de mútuo relacionamento no Facebook.

2. Muitas outras estruturas poderiam ser compartilhadas, sem exploração do outro, no princípio mútuo do “É dando que se recebe”.
Nisto conhecerão que  sois meus discípulos, se vos  amardes uns aos outros”,
disse Cristo. Esta é a filosofia do grande Pacto Global.
Ao menos os Cristão, deveriam se reunir, num diálogo inter-religioso construtivo, nas condições que o pacto mútuo estabelecesse.

3. O judaísmo também está muito próximo dos cristãos... O Deus dos Cristãos, do Islã e dos Hebreus é o mesmo Deus de Abraão. Somos parentes espirituais.
 Muitos dos valores comuns defendidos pela religião, não são específicos de nenhuma das religiões; são do domínio do humanismo: são patrimônio imaterial da humanidade.

2
Por uma Espiritualidade Revitalizante e Transformadora

Pensamos a religião, com espiritualidade e fraternidade, como agente do desenvolvimento e da promoção da ascensão da humanidade. Unamo-nos por valores e por atitudes, sem discriminações...
Por todos os meios, queremos que os humanos superem uma certa alienação que os torna inertes e busquem a consciência para a sua plena realização, em todas as suas dimensões, materiais, psíquicas e espirituais. Pensamos na pessoa multidimensional.
 Pensamos a religião como fazendo parte do ser humano, na busca das forças superiores e do sobrenatural: faz parte da auto-consciência, quando o humano se supera.
O sentido da religião está na competência de ouvir a voz de Deus, em todas as manifestações da natureza, e no mais profundo da essência humana.
Por isto, cada um tem um caminho próprio para se encontrar com Deus, para além das próprias religiões. O essencial é descobrir alguma espiritualidade revitalizante e  transformadora.
A Festa do Divino é  um de nossos paradigmas anuais pelas lições que nos traz. É celebrada no mês de maio.

3
No Pacto há Lugar para Todos

1. Neste Pacto têm lugar os membros de todas as religiões e filosofias de vida.
            Os Teístas ou Deístas são uma força imensa que poderia contribuir para criar mais bem-estar para todos.
 Em termos apenas estatísticos, vejamos:
1-     Cristianismo: 2.1 bilhões;
2-     Islamismo: 1.2 bilhões;
3-     Judaísmo: 15 milhões.
Total 3.315 bilhões de adeptos.
Estas três religiões são aparentadas. Consideram Abraão como seu pai. Respondem por 55% da humanidade, hoje.
Lembramos ainda:
1-     o hinduísmo: 900 milhões;
2-     o Budismo: 330 milhões;
3-      religiões chinesas: 225 milhões;
4-     religiões indígenas: 190 milhões;
5-     religiões africanas: 20 milhões;
6-     o Shintoísmo: 3 milhões; etc.
No entanto há um  denominador comum em todos os humanos de boa vontade, independentemente da fé que professam.
Ao PACTO HUMANISTA GLOBAL - GLOBIPACTO são convidados todos, sem distinção de religião ou de filosofia de vida. Precisamos destacar e valorizar o que nos une, não o que nos separa. Juntos, podemos celebrar a vida e a solidariedade.

Condição: Que sejam pessoas de boa vontade e  que queira fazer a sua parte, por um mundo melhor. A opção é pessoal. Não haverá estatística de adesão, a não ser para quem quiser se intercomunicar.
Se você quiser, passe no Facebook, no GlobiPacto, e deixe seu recado.
No estudo “Teístas de todo o Mundo, Uní-vos”, esta questão é mais desenvolvida (Série Macrópolis Nº 05)
           
Sabemos que, aproximadamente, 90% dos habitantes humanos do Planeta Terra, bem ou mal, professam alguma religião. Assim sendo, o fundo espiritualista/religioso, sem discriminação nem preconceito, deve ser um dos Pólos básicos subjacentes de dinamização da Força Vital do PACTO HUMANISTA GLOBAL - GLOBIPACTO.
     (Nota: os dados estatísticos desta página são compilados da Wikipédia).

4
Pactos Setoriais

1. É possível iniciar o Pacto, na prática? Lógico. Cada um sabe ou poderá saber como. Sua mente dirá.

O PACTO HUMANISTA GLOBAL - GLOBIPACTO é, antes de tudo uma atitude cívica e espiritual pessoal. Pode se tornar alguma organização social informal, mas sem estatuto. Tem apenas Princípios articuladores. Onde você estiver, com quem você estiver, você pode fazer a sua parte, por um mundo melhor.

O apoio ao Pacto pode ser pessoal ou  grupal.

O MACRÓPOLIS pode ser utilizado para dinamizar outras instituições, criando um espírito de iniciativa, de produtividade e de solidariedade.

2. Para levar o PACTO HUMANISTA GLOBAL - GLOBIPACTO às bases onde estão as pessoas, propomos a difusão dele, caminhando livre, através das células em que se organizam  as sociedades. Haverá  um Pacto Lusófono Mundial, um Pacto Francófono, etc...um Pacto Cristão, um Pacto Supra-religioso, um Pacto Educacional, um Pacto Ecológico, etc, etc.

Única Base Comum: Formar grupos de pessoas de boa vontade, para troca de mensagens estimulantes:
- que façam algo por um mundo melhor, mais consciente e responsável;
- que valorizem os valores superiores da vida e não se deixe iludir pela banalização da existência;
- que se faça da Meditação, um meio de auto-conscientização e reenergização.
- que,  superando as forças deletérias da sociedade consumista,  saiba que “nem só de pão vive o homem”.

5
Uma Visão de Totalidade

            1. O Movimento PACTO HUMANISTA GLOBAL posicionar-se-á sempre acima das categorias: esquerda/direita; conservador/progressista; ortodoxia/heterodoxia; teístas/ateu; gnóstico/agnóstico e de outras formas de carimbar as pessoas que se marcam.
É um Movimento Supra-partidário. Para o MACRÓPOLIS estas classificações são    preconceituosas, não se encontrando em estado puro. São veículos de arregimentar pessoas, em busca do poder político, através de partidos. É questão de organização da sociedade.


2. O MACRÓPOLIS acredita que toda a pessoa por mais impotente e débil que se julgue, pode fazer algo por um mundo melhor para todos. Os pequenos gestos podem mudar vidas.
O Pacto acredita que está em vigor o lema dos Cavaleiros Medievais  “Um por todos e todos por um”. Esta é a lei do apoio mútuo. É a lei da solidariedade.
O MACRÓPOLIS preza, acima de tudo, a liberdade responsável e a busca da auto-consciência.
O PACTO HUMANISTA GLOBAL - GLOBIPACTO pode organizar núcleos de debates temáticos, centro de publicações, etc, em convênio com outras instituições especializadas.
O MACRÓPOLIS é, antes de tudo, um espaço de respeito à dignidade humana, onde quer que esta se manifeste. O Pacto quer ser um código do bem viver, escrito na mente e no coração de cada cidadão.
O Pacto foca seu ideário no bem-estar sócio-psicológico e espiritual da Humanidade, começando por nosso país  e por nossa cidade e por nossa comunidade. Respeita as vivências espirituais de cada um.
Pugnamos pela Religião da Humanidade. O Cristianismo, pela força de sua Mensagem e pelo número de cristãos no mundo pode ser o grande  paradigma da Igreja  da Humanidade. No entanto, o Pacto não disputa privilégios. Não é proselitista. Tem vínculos espirituais, mas não religiosos.


XII

ARAUTOS E MESTRES DO PACTO GLOBAL

1
Arautos e Grandes Mestres

O GLOBIPACTO elege alguns dos mais destacados Mestres e Arautos, líderes dos povos, através dos tempos, e grandes e exemplares pensadores, que marcaram, indelebelmente, a história humana:
Sócrates, Sêneca, Cristo, Paulo de Tarso, Sidarta Gautama, Maomé, Confúcio, Albert Einstein, Francisco de Assis, Teilhard de Chardin, Jacques Maritain, Mahatma Gandi, Ortega y Gasset, Miguel Unamuno, Teixeira de Pascoaes, Tomás Morus, Gustavo Yung, Antônio Vieira, Agostinho da Silva, Gilberto Freire, Jaime Cortesão.


2
Datas Marcantes

O Dia do Macrópolis: 23 de setembro, Equinócio da Primavera. (A data marca a entrada da Primavera, com o fim do Inverno no Hemisfério Sul e o início do outono no Hemisfério Norte).
Outra data Paradigmática é o Dia de Pentecostes, tendo como referência a Festa do Divino. (Celebra-se no mês de maio)

3
Textos Paradigmáticos

Textos no Espírito do PACTO GLOBAL um Código da Arte de Viver e Conviver:

Caminhando” - Geraldo Vandré

Disparada”   - Geraldo Vandré/Jair Rodrigues

Utopias” -  Jorge Peralta

Oração pela Paz” - de espírito Franciscano

Cântico das Criaturas” de São Francisco de Assis

Se” – Rudyard Kiplin

Convite às pessoas de boa vontade:

Quem puder, ajude-nos a construir este Código da Vida. Há uma infinidade de capítulos a serem desenvolvidos. Faça parte. Faça a sua parte.
[EM CONSTRUÇÃO]

sexta-feira, 6 de maio de 2005

Anexos

ANEXOS

Anexo 1

TETRALOGIA  ANALÍTICA
Uma Filosofia Humanista Interacional
(Linhas Básica )
J. Jorge Peralta

            1. A Tetralogia é uma proposta de modelo teórico para o estudo
do homem integral, em suas dimensões essenciais, articuladas de forma dinâmica. É uma Filosofia inovadora de restauração social e pessoal.
            A Tetralogia articula-se com a GLOBISSOFIA, a filosofia global que pensa o ser  pensante, em si mesmo e sua relação com os outros e com a natureza, (a alteridade), abarcando ainda o sagrado e o profano.
Assume a alteridade como componente integrante da personalidade.
Daí deduzimos as forças motriciais da mente das pessoas, nas dimensões centrípetas e centrífugas.
As forças centrípetas, articulam-se para formar a pessoa  em si mesma, como indivíduo pleno e soberano: o físico,  psíquico, o racional e o social.
As forças centrífugas, articulam-se para completar a pessoa no binômio essencial: o EU e o OUTRO. A alteridade que produz o altruísmo é o ponto de referência do próprio eu.
“O Homem é um animal social”, diz Aristóteles.
As forças centrífugas do homem envolvem questões antropológicas que abordam a interatividade.
O eu adquire a auto-consciência, em contraste com o outro, em relações mútuas espelhadas.

2. O homem tetralógico é o cidadão consciente, participante, altruísta.
Para Jung as forças centrípetas da mente são opostas às forças centrífugas.
Às forças  centrífugas são representadas pelo subconsciente coletivo. O psiquismo do indivíduo contém elementos do mundo exterior que lhe vêm pelas forças centrífugas do outro.
O homem integral é, assim, o resultado de forças motriciais centrípetas e centrífugas, que lhe dão o equilíbrio, em si mesmo e em sua relação com o mundo exterior em que se completa.
O Pensamento Tetralógico forma o homem, comprometido com o meio em que vive. O homem tetralógico nunca será uma pessoa passiva: Pensará em si e pensará no outro, na reciprocidade, na alteridade.

3. Daí o modelo tetralógico que propomos, para o conhecimento pleno da pessoa humana, sintetizadas como: psiquismo, razão, ação e interatividade.
Essas quatro forças motrizes se subdividem. Podem ser também consideradas como: sentimento, pensamento, ação e interatividade. Ou ainda: sentir, pensar, agir, interagir ou dialética, física, ética e interatividade.
A forma tripartida de analisar a pessoa humana é mais comum historicamente: dialética, física e ética.

O modelo tetralógico analítico é o que propomos, ao recuperar a alteridade, como parte integrante das forças que integram o núcleo básico da pessoa humana, enquanto indivíduo e animal social.
Com o quarto elemento, a interatividade, (a alteridade, a diversidade, a pluralidade,  a convivência, o compartilhar), como essencial ao ser do indivíduo, superamos as formas fragmentárias de consideração da pessoa humana, como indivíduo, mas sem o elo que o completa: o outro, que cria o processo de intercomunicação: As forças centrípetas, em equilíbrio, precário com as forças centrífugas.
No mesmo processo tetralógico, situamos: ciência, tecnologia, humanismo e espiritualidade, ou: sentimento, razão, ação e alteridade.
Transversalmente, a tetralogia, integra, no todo, a espiritualidade e a meditação. Propõe ainda as forças materiais e espirituais, como necessárias  a uma visão plena do ser da pessoa.
Na Tetralogia, o sagrado e o profano convivem e interagem. Não se confundem, mas articulam-se sem preconceitos, numa visão holística.  A Tetralogia quer articular as forças de um novo tempo, somando e multiplicando e não dividindo ou diminuindo, sempre compartilhando.
Daí vamos buscar na filosofia grega os conceitos de Kronós, o tempo cronológico, da quantidade, que se articula, na pessoa, com o  Kairós, o tempo psicológico da qualidade, da espiritualidade e não material.

4. A Tetralogia Analítica é uma corrente filosófica que agrega, aos modelos já conhecidos, a interatividade, que se caracteriza como força centrífuga  do sujeito pensante  que vai,  em termos sistêmicos, formar o subconsciente coletivo. A Tetralogia articula-se com um humanismo multidimensional.
A Filosofia, regra geral, é  trilógica, com base na tríplice acepção do ser: o ente de razão, o ente real e o ente moral; ou ainda: dialética ou lógica, física ou natural; ética ou moral.
A estas três acepções, acrescentamos o elemento interacional que se caracteriza pelas relações de alteridade. A pessoa não se completa a não ser no outro.
Acrescenta-se o foco construtivista que é a competência da pessoa para interagir, receber e assimilar elementos do contexto em que vivem.
Segue o apelo de Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo”.
A Tetralogia sabe que o Bem e o Mal continuarão a coexistir, lado a lado, no mundo dos mortais, como duas forças antagônicas, mas não absolutas, sempre em conflito e em disputa. Sem obscurantismo, precisamos aprender a articular-nos, neste mundo cheio de  paradoxo, para podermos ocupar nosso espaço...

5. A Tetralogia Analítica procura desenvolver a consciência da pessoa, a partir de valores universais, que dão o status de Ciência  aos estudos  em que nos envolvemos. Pensa e define os elementos básicos universais, que caracterizam a pessoa humana.

Acreditamos que a Tetralogia é  uma base sólida, firme, de cunho humanístico, que pode contribuir, com  segurança, para criar a grande civilização cósmica, que vem sendo gestada, em meio ao caos atual, prenúncio de grandes e urgentes mudanças e ajustamentos, para garantir a vida e a convivência no Planeta Terra.

Acreditamos que a linha quatro da tetralogia faz parte da organização básica do universo total. Para nossa relação com ele, e nele nos orientar, usamos os quatro pontos  cardeais abarcar a totalidade do Universo  e da Rosa dos Ventos: Norte, Sul, Leste e Oeste. O quatro tem inclusa a ideia de totalidade.
Da mesma forma, dividimos a dinâmica das forças vivas da terra, em quatro estações: Primavera, Verão, Outono e Inverno.
Nesta perspectiva, a Tetralogia quer, efetivamente, ser um modelo teórico capaz de harmonizar a pessoa, como indivíduo “soberano”, e como pessoa social. Integra o universo do subconsciente coletivo, em conjuminação com as características pessoais que os distinguem dos demais.
A Tetralogia Analítica propõe-se como um modelo teórico-prático para compreender a complexidade do ser humano integral e sua relação e interação no seu mundo. “Ser é ser com alguém...”
A Tetralogia dá-nos outro modelo: o sistema  de debate de ideias, em busca de sua força  transformadora: “ver, ouvir, pensar e agir”. Este é o formato do diálogo e da pesquisa criativa.

Falamos da Tetralogia Prática, porque não estamos preocupados em aprofundar a teoria especulativa, que é outra questão. A filosofia especulativa (teórica), busca a verdade, por si mesma; a filosofia prática busca a verdade em razão da ação ou das obras.
Filosofia Prática envolve a ética geral, familiar, profissional e política, e também poética e as artes.

6.  A Filosofia de trabalho da Tetralogia levou à formatação de um movimento, o Pacto Humanista Global, ou GlobiPacto, voltado a uma ação interior e exterior transformadora, que possa contribuir para a melhoria das condições de vida dos humanos, no seu mundo, que leva à preservação e ao cultivo da natureza.
Na Linha Quatro da Tetralogia, a alteridade e a reciprocidade, é estimulada a cultura do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Socialmente estimulam-se movimentos e instituições que ponham as pessoas em contato com a natureza, com a formação do caráter e outro de caris semelhante.
O GlobiPacto parte da formatação da Macrópolis, como paradigma teórico utópico do que seria uma sociedade efetivamente Tetralógica, que é a sociedade desejada, talvez distante ainda. A Tetralogia é a força matricial da Macrópolis: leva à revitalização sócio-psico-cultural da vida nas comunidades humanas, em nível micro e macro grupal.
O humanismo multidimensional não se consolida sem as forças da natureza. A alteridade envolve o meio ambiente.

7. Elaborado o modelo tetralógico, pesquisamos outros paradigmas, em que pode ser encontrada alguma similitude de interpretação das forças que o regem.
Verificamos então que nosso modelo filosófico pode se aproximar da Filosofia de Bérgson,  do Construtivismo de Piaget e da Psicologia de Jung.
O parentesco destas  filosofias e correntes pedagógicas e psicológicas, no que as aproxima ou que as separa, será estudado em capítulos posteriores.
O Modelo elaborado pela filosofia tetralógica quer ir além das ideias de gabinete, do mundo acadêmico.
Articulando as forças centrífugas, estabelece contato e compromisso  com a alteridade, com a vida, em todas as suas dimensões. É uma Filosofia  de compromisso social, formando uma quase milícia humanista, voltada a construção  de uma sociedade mais justa e harmoniosa, de gente consciente e responsável.
Da Filosofia Tetralógica compreendemos melhor os conceitos da força matricial do Livre-Arbítrio. A Tetralogia dá, à vida das pessoas, mais amplos e mais desafiantes horizontes. Dá-nos mais elementos para superar e resolver os dilemas da vida.
[Palavras-Chave a Pesquisar]
[Tetralogia Prática; GlobiPacto; Macrópolis; GLOBISSOFIA; Forças Centrífugas e Centrípetas; Forças Motriciais e Forças Matriciais; Alteridade;  Kronós e Kairós; Valores Universais; Civilização Cósmica; Humanismo; Construtivismo; Bérgson; Jung; Piaget; Interatividade; Subconsciente Coletivo] – (Aguarde)
Texto em Construção


ANEXO 2
UM SABER VIVENCIADO
O Saber, o Refletir, o Fazer, o Interagir

1. Desde a década de 60, venho desenvolvendo ideias articuladas, em quatro pilares básicos: a ciência, a filosofia, a ética e a interatividade, ancoradas no saber, no pensar, no fazer acontecer e no compartilhar, da Tetralogia Prática.
Na perspectiva existencial, vejo a pessoa humana, em suas quatro faces: o físico, o psíquico, o racional e o interacional.
Como cientista da linguagem, como semioticista, como filósofo e como educador, sempre procurei superar o espírito acadêmico. Procuro o sentido de tudo. Vejo as coisas simples, em sua complexidade. No meu magistério, que exerci em diversas dimensões da vida social moderna, procurei mostrar como a ciência e o saber tem um real  compromisso com a transformação da sociedade, levando a todos  mais saber e bem estar. No saber Teórico, sempre quis mostrar como ele pode ser uma força motriz, para abrir novos caminhos, com mais prosperidade, para as pessoas e para a humanidade.
Mesmo nos temas mais teóricos de que trato, sempre procuro enquadrá-los em temas atuais, da vida comum.
Naturalmente procuro mostrar os paradoxos da vida real. Provoco o leitor para o debate construtivo e responsável.
Aprendi com Camões, que fala do “saber só de experiências feito”.

2. Enfim, procuro aliar o saber ao saber fazer. Procuro difundir um saber sólido e consistentes e um fazer, uma prática transformadora, responsável e eficiente. O saber que não transforma é estéril
Procuro uma prática transformadora responsável e eficiente. Mas quem decide e quem age é o leitor.
Procuro fazer,  de um texto, uma seção onde se aprende a pensar a ciência, o mundo e a vida.
Sempre acreditei que o aluno é o  sujeito e não o objeto de aprendizagem. É um espaço de saber, de vivenciar e de compartilhar. Por isso penso que um bom texto precisa ser inquietante e provocativo, prolongando seus efeitos, muito além da leitura.
Um bom texto nunca deixa o leitor indiferente.

3. Como sei que, muitas vezes, “na prática a teoria é outra” ou que na “teoria a prática é outra”, nunca podemos perder de vista o mundo em que agimos e  interagimos, por meio da Palavra ou por ações.
Foi neste rumo que foi sendo forjada a Filosofia Tetralógica Prática. Foi uma longa gestação mental. Valeu a pena tentar.
Em torno da Tetralogia, as ideias saem naturalmente harmonizadas e dinâmicas. É uma Filosofia jovem, versátil e dinâmica, na sua concepção.

TEXTOS PARADIGMÁTICOS
            A Tetralogia Prática está ancorada nos seguintes textos, que reforçam seus paradigmas:

Grandes Textos Mundiais
O Pacto Humanista Global - GLOBIPACTO elege, como parâmetros, os seguintes documentos da UNESCO/ONU:
a) As Propostas da Educação para o Século XXI – UNESCO/Paris, 1998;
b) A Declaração Universal dos Direitos Humanos; (Proclamada em Paris Assembléia Geral da ONU – 10/12/1948);
c) Declaração de Princípios sobre a Tolerância (16/11/1995);
d) Pacto Internacional sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (Proclamado em 16/12/1966 – Assembléia Geral da ONU);
e) Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, adotada em 02/11/2002;


José Jorge Peralta

domingo, 24 de outubro de 2004

Entrevista


"Globe" denunciou abusos em igreja dos EUA em 2002; leia entrevista


Eram correntes os relatos de que padres da arquidiocese de Boston abusavam sexualmente de crianças e jovens, mas foi apenas quando o "Boston Globe" decidiu investigar o assunto a fundo que as suspeitas se comprovaram --eram piores do que se supunha.
da Reportagem Local
Publicadas a partir de janeiro de 2002, as reportagens revelaram que o cardeal Bernard Law acobertou o padre John Geoghan, apesar das evidências --recolhidas em dezenas de milhares de documentos da arquidiocese-- de que vinha molestando crianças havia pelo menos uma década. A estratégia foi transferi-lo de paróquia a paróquia.
Law, então um notório defensor de direitos humanos e pessoa de confiança do papa João Paulo 2º, caiu em desgraça e foi obrigado a renunciar.
A equipe do "Globe" --que, no ano seguinte, ganharia o Pulitzer pela investigação-- era liderada por Walter Robinson, ele próprio um católico vivendo em meio a uma das maiores dioceses católicas dos EUA.
Foi "chocante", disse. "O mais difícil não era acreditar que padres abusavam de crianças, porque sabia que isso existia, mas, sim, acreditar que a igreja tenha encoberto a história, enviando-os a novas paróquias, onde teriam oportunidade de praticar outros abusos", afirma Robinson em entrevista concedida à Folha de Boston, onde hoje, após deixar as redações, leciona na Universidade Northeastern.
Como resultado de seu trabalho, a arquidiocese quase faliu com as indenizações que teve que pagar, e outros casos vieram à luz em várias partes dos EUA. Geoghan foi sentenciado a quase dez anos --em 2003 seria estrangulado na prisão.
Já Law é hoje arcipreste da basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma.
Folha - Passados 18 anos da revelação do caso Bernard Law pelo "Globe", o que a igreja católica aprendeu com o assunto?
Walter Robinson- Não acho que o Vaticano tenha aprendido alguma coisa com isso. Sua visão é de que os católicos não têm o direito de saber os detalhes de casos assim e que a imprensa secular não tem nenhum direito de fazer perguntas.
Folha- Mesmo hoje?
Robinson- Mesmo hoje. As críticas feitas agora são ainda mais duras do que em 2002, contra o "Globe". À época, ninguém chegou a sugerir que se tratava de um complô de judeus, da mídia ou de qualquer coisa do gênero. Ninguém dizia explicitamente que era uma tentativa de atingir o papa e a igreja. Nesse sentido, acho que o Vaticano está lendo a situação toda de maneira errada.
Folha- Qual foi sua reação quando deu de frente com os primeiros documentos provando o acobertamento, por parte da igreja, dos casos de abuso sexual?
Robinson- Quando conseguimos as primeiras centenas de páginas, lembro-me de ter relatado a história para o editor-executivo do jornal, que disse: "Não importa tanto o que está nos documentos, mas aquilo que não está".
Pois em nenhum lugar das milhares de páginas, com cartas do cardeal a seus subordinados, ele jamais expressou preocupação com o que havia acontecido às crianças.
Folha - O sr. recebeu apoio do jornal em todos os momentos da investigação?
Robinson- Sim, muito.
Folha - Qual foi a reação da enorme comunidade católica de Boston?
Robinson- Nos primeiros dias, houve alguns católicos proeminentes que acusaram o jornal de tentar atingir a igreja. Mas uma ou duas semanas depois das revelações, mesmo eles se calaram, pois todo mundo passou a entender quão sérios eram os crimes. O cardeal Law perdeu toda sua credibilidade.
Folha- E houve manifestações na cidade?
Robinson- Não contra o "Globe", mas a contra igreja. No início, pensávamos que haveria umas 500 pessoas protestando em frente à sede do jornal, mas isso nunca ocorreu.
Folha - Isso o surpreendeu?
Robinson - Foi uma surpresa, sim. Mas as evidências eram tão fortes que as pessoas se deram conta de que a questão toda era com a igreja, não com o "Globe".
Folha- Sem os documentos revelados pelo jornal mostrando que a diocese de Boston encobria abusos sexuais, provavelmente não haveria nada comprovado sobre isso até hoje. Qual foi a importância do caso Bernard Law para o futuro do jornalismo investigativo?
Robinson - Foi muito importante aqui nos EUA, pois lidávamos com uma instituição que não era de modo nenhum aberta, nem sequer a perguntas. Se tivéssemos ido adiante e escrito as histórias baseadas apenas nas acusações feitas por um pequeno número de vítimas, ninguém teria acreditado nelas. Então decidimos que tínhamos que ter os documentos.
A igreja não pode nos acusar de nada porque eles mostravam claramente o quanto bispos, arcebispos e cardeais estavam envolvidos em encobrir os crimes e permitir que continuassem.
Folha - Tomando esse caso como exemplo, qual era, ali, o limite entre jornalismo investigativo e sensacionalismo?
Robinson - Eu lhe digo onde havia, nesse caso. Tínhamos, na sede do "Globe", uma sala inteira repleta de caixas com dezenas de milhares de documentos. Neles havia grande quantidade de informações, com muito potencial sensacionalista, sobre o que os padres faziam com suas vítimas. Por exemplo, um caso de abuso contra um menino de quatro anos.
Mas fomos muito cuidadosos sobre o que publicaríamos. Raramente utilizamos detalhes explícitos e focamos no que os documentos diziam sobre as atitudes da alta hierarquia da igreja.
Não poderíamos desfazer o que havia sido feito às vítimas, mas tínhamos esperança de que, a partir dessas revelações, a sociedade civil e os católicos poderiam ajudar a mudar a instituição.
Folha -Hoje, o sr. avalia que ajudou a mudá-la?
Robinson - Não sei a resposta, mas, quanto ao futuro, acho que não há esperança para a igreja no mundo desenvolvido. Os EUA registram uma queda acentuada no número de católicos que vão à igreja e que contribuem com dinheiro. Isso também é verdade para a Irlanda.
Somos uma sociedade muito secular, com separação clara entre igreja e Estado. O crescimento e o poder da igreja é hoje muito mais forte na África, em partes da Ásia e na América Latina.
Folha - O que o sr. acha da atitude de Richard Dawkins e Christopher Hitchens de pedir a prisão de Bento 16 quando ele estiver em visita ao Reino Unido, em setembro próximo?
Robinson - Não concordo com essa posição, pois não acho que haja evidência para acusar o papa pelo crime.
Além disso --assim como descobrimos aqui, no caso do cardeal Bernard Law--, as autoridades civis decidiram que não poderiam processá-lo porque, nesse caso, teriam que processá-lo por ser cúmplice do crime e, para isso, teria que ser provado que a pessoa o arcebispo ou o cardealsabia que os padres iam a suas paróquias para abusar das crianças.
Os bispos e a igreja foram muito ingênuos. Pensaram que, se os padres se arrependessem de seus pecados e fossem perdoados por eles, não iriam pecar novamente. Mas o que eles não entendiam é que isso era uma doença.
O que a igreja de fato precisa é prestar mais atenção às necessidades dos fiéis e das crianças e se preocupar menos em defender a hierarquia.

quarta-feira, 19 de maio de 2004

CANÇÃO DA LIBERDADE

       CAROS AMIGOS

       Para proporcionar-lhes alguns momentos de enlevo, numa aura  mística e épica, apresento a CANÇÃO DA LIBERDADE, com música de Verdi "Van Pensiero".
      É uma canção magnífica cantada por Nana Mouskouri. Uma voz e uma orquestra de primeira. Raia o Divino.
      "Canção da Liberdade" ou simplesmente "Liberdade", é cantada por Mouskouri é cantada em diversas línguas como você pode ver no You Tube.
       Um grande sucesso internacional.
       É uma interpretação genial.
       Um verdadeiro hino à Liberdade como até hoje é o "Va Pensiero", que foi a raiz desta belíssima e sedutora música.
       Para completar apresento uma versão do texto em Língua Portuguesa.
Este é um espaço de fruição e Meditação.

terça-feira, 11 de maio de 2004

segunda-feira, 12 de janeiro de 2004